
Trata-se de um “espetáculo” que tem total relação com os temas que aborda: homofobia, preconceito e falta de humor.
Um exemplo disso, segundo o texto de Sidney Oliveira, algumas, dentre as principais características de um homossexual são: a sua afetação, seus amiguinhos com nomes terminados em “inhos” e a total falta do que dizer.
Dentro deste mesmo contexto emerge, de forma perversa, a combinação de valores, posturas e atitudes, que obedece a um sistema de crenças hipócritas criadas por um nicho de gente machista e nociva à sociedade como uma unidade, sociedade que convive todos os dias com o desrespeito aos seus direitos básicos.
Humor de A a Z não diverte, não é inteligente e apóia sua total falta de qualidade técnica e humorística em 4 personagens: a “bichinha” estagiária, a agente de saúde, a vendedora de quentinhas e o cantor de forró.
Esses personagens não conseguem levar a platéia a nenhum pico de prazer, ser carismáticos ou provocar uma identificação com o próprio ator por parte dos espectadores.
A cada esquete, a forma didática e técnica do ator nos faziam sentir uma forte saudade de casa e uma desesperada vontade de sair antes do final do “espetáculo” que, no dia 1º de agosto de 2009, começou com 30 minutos de atraso e com o teatro sujo – imediatamente após o término de outro espetáculo e por isso não fizeram a limpeza da sala. Dava a impressão que, até os responsáveis pela casa estariam achando essa “comédia” algo menor e sem necessidade de maiores cuidados, mesmo que em respeito ao público.
















